Grupo Clowns de Shakespeare Leva Espetáculo Virtual Para As Escolas


Foto: Brunno Martins




“As caçadoras de Histórias” é um espetáculo do Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, estreado em 2015. A obra caracteriza-se por seu hibridismo, mesclando contação de histórias a um espetáculo teatral dirigido especialmente ao público infantil: se por um lado a obra é composta pela narração e interpretação de histórias, estas são apresentadas ao público por duas personagens de inspiração clownesca, que, através de suas intervenções e improvisações, criam uma dramaturgia paralela àquela das histórias narradas.

O projeto foi pensando inicialmente para circular presencialmente por 10 escolas públicas com o espetáculo “As Caçadoras de Histórias”, com o agravamento da pandemia, a circulação precisou migrar para o formato virtual, o que amplia o número de escolas de alcance do projeto. O Grupo desenvolveu uma adaptação do espetáculo para que as atrizes pudessem realizá-lo de modo a seguirem todos os protocolos de saúde. Ao incorporar a situação do isolamento social na dramaturgia da obra, o Grupo visa também uma maior identificação junto ao público, uma vez que todos estamos vivendo momento tão delicado para a humanidade. A versão virtual do espetáculo será disponibilizada no site http://www.clowns.com.br/historiasnasescolas/ em uma versão exclusiva para professores e professoras levarem o espetáculo para suas aulas virtuais.

“As Caçadoras de Histórias nas Escolas”, nesta versão virtual, tem como objetivo adentrar os territórios da escola, produzindo uma intersecção entre o teatro e a educação. Para acessar o conteúdo basta o professor ou professora preencher um formulário e automaticamente receberá um e-mail com todo o conteúdo do espetáculo e outras informações. A proposta é aproximar o teatro da educação, mesmo que nesse momento tão difícil a relação aconteça através de uma tela de computador ou smartphone.

“Este projeto foi pensado em levar para os alunos de escolas públicas, que muitas vezes não tem oportunidade e acesso a bens culturais, uma obra do nosso repertório. Em especial “As Caçadoras de Histórias”, que estimulam a prática da contação de histórias, da imaginação, da tradição oral. Diante da atual situação em que vivemos da pandemia, tivemos que buscar uma forma de adaptar o projeto. É uma pena realmente não poder estar presencialmente nas escolas, mas estamos confiantes que em um próximo momento o projeto possa ser realizado em outra edição da forma como foi planejado. Mas ainda assim é uma felicidade poder estar atuante, criando novas possibilidades para manter o teatro vivo em tempos onde o virtual é a principal ferramenta de comunicação”, destaca Renata Kaiser – produtora e atriz do Grupo Clowns de Shakespeare.

A obra tem como base a ludicidade e o uso de elementos expressivos do teatro, como a música e a manipulação de objetos. O espetáculo retoma e valoriza o costume de contar, escutar e inventar narrativas, contribuindo para o desenvolvimento cultural das crianças, incentivando seu universo imaginário e cativando-as através da narração de histórias. Ainda que voltada ao público infantil, o espetáculo dirige-se à variadas idades, fazendo com que todos os espectadores se encantem e se divirtam. Na versão virtual são contadas três histórias: A sorte do Coró-coró; Um mistério do barulho e Sob a luz do Luar. Essa versão possui ainda tradução em LIBRAS.

Camille Carvalho conta um pouquinho do universo das histórias: “Em uma relação de mestra e aprendiz, Suricate e Jiboia contam histórias que foram caçadas por elas no mundo animal. Suri já é uma mestra caçadora de histórias, apaixonada pela sua profissão de contar histórias caçadas por ela. Jibóia é meio atrapalhada, mas está firme no seu desejo de aprender e contar histórias para afastar o tédio. A relação entre mestre e aprendiz se estabelece de um jeito leve e divertido trazendo o universo dos contos e a liberdade da criar histórias brincando.”

Paula Queiroz destacou como o projeto pode colaborar com professores e alunos: “O espetáculo das caçadoras parte do princípio de que caçar histórias é uma coisa boa! As caçadoras vêm disso, desse resgate e dessa busca pela oralidade. Mesmo vivendo essa pandemia a gente sente falta de escutar histórias, de escutar o outro contar histórias. No espetáculo a Jiboia liga para a Suricate justamente para porque ela já fez tanta coisa dentro de casa, mas ela gostaria de escutar uma história. E a história faz a gente viajar, então acho que no diálogo entre professor e aluno o professor também faz isso, ele convida o aluno seja por qual matéria for a viajar por outros lugares a experimentar outros universos. Por exemplo, a história do coró-coró traz a questão da amizade e através de uma história pode falar de algo que a biologia traz; o mistério do barulho fala desse universo das cobras de uma região geográfica e a última história vai falar de respeito de aceitação de si e do outro, da diversidade, então o professor pode trabalhar vários temas. E a gente busca provocar na criança que está escutando e também no professor também esse lugar de também querer criar a sua própria história. Eu conto eu escuto, mas eu também posso criar e inclusive escrever a minha própria história.”

O projeto “As caçadoras de Histórias" – versão virtual tem o patrocínio da Prefeitura do Natal e Colégio CEI, através da Lei Djalma Maranhão.


SERVIÇO

“As caçadoras de Histórias” – versão virtual – Grupo Clowns de Shakespeare

Exibição: www.clowns.com.br/historiasnasescolas

FICHA TÉCNICA


As Caçadoras de Histórias

Elenco: Camille Carvalho e Paula Queiroz

Direção: Diogo Spinelli

Dramaturgia: Camille Carvalho, Diogo Spinelli, Paula Queiroz e Renata Kaiser

Música: Rafael Telles

Figurinos: João Marcelino

Produção: Renata Kaiser


As Caçadoras de Histórias (versão virtual)

Elenco: Camille Carvalho e Paula Queiroz

Direção: Diogo Spinelli e Rafael Telles

Dramaturgia e roteiro: Camille Carvalho, Diogo Spinelli, Paula Queiroz e Renata Kaiser

Direção de movimento: Dudu Galvão

Música: Rafael Telles

Figurinos: João Marcelino

Produção: Renata Kaiser

Captação de som e imagem: Fernando Yamamoto e Rafael Telles

Edição e Montagem: Rafael Telles

Tradutora e intérprete de Libras: Adiliane de Paula

Social Media e Produção de Site: Arlindo Bezerra (BOBOX Produções)

Designer Gráfico: FilipeAnjo

Webmaster: Val Queiroz

Assessoria de Imprensa: Sollar Comunicação

CONTATOS:

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